Ruptura de estoque: quanto custa e como medir na sua loja
A ruptura tira venda do caixa sem aparecer em nenhum relatório, e uma conta simples já mostra o tamanho do problema.
Ruptura é o momento em que o cliente procura um produto e ele não está disponível para compra. Pode faltar no estoque, pode estar no estoque e fora da gôndola, ou pode ter chegado e ainda não ter sido cadastrado. Para o cliente é tudo a mesma coisa: o produto não estava lá.
Para medir na sua loja, escolha dez produtos de maior giro. Durante duas semanas, anote todo dia quantas horas cada um ficou indisponível durante o horário de funcionamento. Divida as horas de falta pelas horas de funcionamento. Esse é o seu índice de ruptura daqueles itens.
Para transformar o índice em dinheiro, multiplique a venda média diária do produto pelo percentual de tempo em falta. Essa é a venda que provavelmente ficou na mesa. É uma estimativa, porque parte dos clientes volta no dia seguinte ou compra um substituto, e é por isso que o cálculo precisa de um desconto honesto.
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A Central do Varejo divulgou médias de ruptura de 7,65% na visão comercial e 6,11% na visão operacional, em 2024. A diferença entre as duas existe porque a visão comercial olha o que o cliente quis comprar, e a operacional olha o que a operação conseguiu entregar. Vale saber qual delas o seu relatório mede.
O mesmo portal aponta que a ruptura pode reduzir de 5% a 10% das vendas de um supermercado. É uma faixa ampla, porque depende do mix e da categoria, e serve de ordem de grandeza, não de meta para a sua loja.
Os pontos que mais explicam a ruptura costumam ser três: pedido feito tarde, previsão de demanda baseada só na média e divergência entre o estoque do sistema e o estoque real. Cada um pede uma correção diferente, e por isso medir antes de agir evita investir no problema errado.
Alertas de reposição ajudam no primeiro e no segundo ponto. O sistema compara o ritmo de venda recente com o estoque e avisa quando um item vai acabar antes da próxima entrega. Isso funciona por loja e por produto, e depende de o ERP ter histórico de venda confiável.
O inventário cíclico, com contagem frequente de poucos itens, ajuda no terceiro ponto. Quanto mais cedo a divergência aparece, menos tempo o sistema passa mostrando um estoque que não existe.
Comece por uma categoria só. Meça por um mês, corrija o que apareceu e compare. Com número em mãos, fica fácil decidir se vale automatizar o alerta.